
Olhos cegos, para não o ver que acontece
Faço esquecer, sem querer me ofender, vou tentar viver
Finjo ser irreal, para ser normal
São tanto os desejos, que me peco em todos
Somando assim...
Um nevoeiro sem fim, tudo branco, num espaço vazio
Não consigo preencher sem saber o que por no lugar
Falta de experiência, não diz nada sobre a aparência
Confronte seus medos, seus desejos
E transforme tudo, numa enorme vivencia, nos seus olhos cegos, de imagens imaginarias
O conflito do seu ego te deixa cego, sem saber pra onde ir
Perdido sem ninguém, só com alguns vinténs
Pisara no vidro e sentira a seda, leve e macia, passando por seus ouvidos... quebrando os cacos de vidro
...que restaram pelo chão, enquanto parecia um cão, morrendo de solidão
Se tirares o tampão veras a beleza
Sentira a essência, passará a andar olhando o horizonte, confrontando o instante
O obstáculo será só mais um passo
...e a cada passo, erguera um barco, tantas correntes quebradas, os olhares alem do estampado
O vento passou e avisou veras a tempestade, mas nunca sua maldade.
Paola Hartfiel.
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