quinta-feira, 1 de julho de 2010

O mundo não visto.


Olhos cegos, para não o ver que acontece

Faço esquecer, sem querer me ofender, vou tentar viver

Finjo ser irreal, para ser normal

São tanto os desejos, que me peco em todos

Somando assim...

Um nevoeiro sem fim, tudo branco, num espaço vazio

Não consigo preencher sem saber o que por no lugar

Falta de experiência, não diz nada sobre a aparência

Confronte seus medos, seus desejos

E transforme tudo, numa enorme vivencia, nos seus olhos cegos, de imagens imaginarias

O conflito do seu ego te deixa cego, sem saber pra onde ir

Perdido sem ninguém, só com alguns vinténs

Pisara no vidro e sentira a seda, leve e macia, passando por seus ouvidos... quebrando os cacos de vidro

...que restaram pelo chão, enquanto parecia um cão, morrendo de solidão

Se tirares o tampão veras a beleza

Sentira a essência, passará a andar olhando o horizonte, confrontando o instante

O obstáculo será só mais um passo

...e a cada passo, erguera um barco, tantas correntes quebradas, os olhares alem do estampado

O vento passou e avisou veras a tempestade, mas nunca sua maldade.


Paola Hartfiel.

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